É,
Estou de volta a Avaris...
Visitei os templos de Tebas e cultuei Amon
Andei sem destino nas areias do deserto e alcancei Per-ramessum,
Segui o curso do Nilo até Avaris,
Sai, não era o meu lugar.
Continuei minha busca por nada.
Percorri do Delta à terceira Catarata
Vi Núbios, vi Sherdens
Vi etíopes e hititas.
Elefantes e cavalos
sândalos e ervas finas.
Voltei, não havia nada lá.
Na ausência do tudo,
norteei-me pelas pirâmides: Queóps, Miquerinos, Quefren
Aos pés da esfinge repousei
mas não era capaz de responder aos seus enigmas
Fugi, a pior pergunta me fizera: Quem é você?
Tentei me esconder de tudo
cavei um buraco no deserto, mas o vento me descobriu
entrei em um sarcófago e fui descoberta por profanadores
Parei.
Nos desvarios da madrugada
Em um Egito onírico
Vejo que não tem para onde correr
Meu lugar é onde estiver
Quem eu sou? Um pedaço de você.
{Esse poema lindo foi concebido pela minha linda menina, em pleno trabalho, às 3 da manhã. Ela é muito inteligente, meus caros!!!}
Alô? Mandou uma idéia para você... Este espaço poético (ou não, dependendo do ponto de vista) visa apenas ao entretenimento e ao desabafo de um ser. Não encare tudo como verdade absoluta. O negócio é ser isso uma espécie de espelho. Tudo que for escrito neste site pode ser usado, modificado, distribuído livremente, enfim CREATIVE COMMONS (A unica coisa que peço é que cite a fonte e o autor). Um grande abraço.
Rádio Vibe Ploc
27 fevereiro 2008
26 fevereiro 2008
MUDO
O telefone não toca há dias...
Para onde eu vou?
Nem mesmo sei, apenas procuro
a lanterna externa da alma.
Preciso pedir desculpas
para um monte de gente,
Mas na hora de me confessar
acho que acabei esquecendo deles.
O telefone não toca há dias...
Está num silêncio silente,
Há tempos atrás vi pessoas sendo gentis
e agora se tornaram tão hipócritas
que dá gosto de ver.
O sol brilha ao longe
e é sempre mesma coisa,
Pensamos em estar vivos
depois de mais um temporal.
O telefone não toca há dias
E o que espero? Será que sei, pelo menos?
O relógio sempre andará vagarosamente
enquanto o encanto não se realiza.
O telefone não toca há dias
e agora espero uma resposta para meus problemas.
Para onde eu vou?
Nem mesmo sei, apenas procuro
a lanterna externa da alma.
Preciso pedir desculpas
para um monte de gente,
Mas na hora de me confessar
acho que acabei esquecendo deles.
O telefone não toca há dias...
Está num silêncio silente,
Há tempos atrás vi pessoas sendo gentis
e agora se tornaram tão hipócritas
que dá gosto de ver.
O sol brilha ao longe
e é sempre mesma coisa,
Pensamos em estar vivos
depois de mais um temporal.
O telefone não toca há dias
E o que espero? Será que sei, pelo menos?
O relógio sempre andará vagarosamente
enquanto o encanto não se realiza.
O telefone não toca há dias
e agora espero uma resposta para meus problemas.
06 fevereiro 2008
O Bloco dos Desvalidos pede passagem!
Quero passar o bloco dos desvalidos
dos descamisados e desgraçados,
Precisamos passar no garbor e desgraça
Será que alguém se lembra que existimos?
A festa acabou, continuamos nas ruas
Os becos sujos são nossos lares,
O que comemos nas Igrejas e benfeitorias
são nosso café da manhã!
Alguém perguntou sobre nossos sonhos?
Alguém perguntou se queremos ficar aqui?
Temos a vontade de sair da rua
nosso estado transitório de mediocridade.
Não espero o peixe, espero aprender a pescar
não espero sua bondade misericordiosa
mas sim, a sua vontade de ajudar a caminhar
Todos nós somos filhos de um mesmo Senhor... (será?).
Acabou a festa, acabou a farra e mais um ano está aí
Segundas virão, problemas virão, políticos e fraudes virão,
E espero não estar aqui na rua, não como pedinte
E sim, como um dos que vai para o trabalho, sonhando!
dos descamisados e desgraçados,
Precisamos passar no garbor e desgraça
Será que alguém se lembra que existimos?
A festa acabou, continuamos nas ruas
Os becos sujos são nossos lares,
O que comemos nas Igrejas e benfeitorias
são nosso café da manhã!
Alguém perguntou sobre nossos sonhos?
Alguém perguntou se queremos ficar aqui?
Temos a vontade de sair da rua
nosso estado transitório de mediocridade.
Não espero o peixe, espero aprender a pescar
não espero sua bondade misericordiosa
mas sim, a sua vontade de ajudar a caminhar
Todos nós somos filhos de um mesmo Senhor... (será?).
Acabou a festa, acabou a farra e mais um ano está aí
Segundas virão, problemas virão, políticos e fraudes virão,
E espero não estar aqui na rua, não como pedinte
E sim, como um dos que vai para o trabalho, sonhando!
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