Rádio Vibe Ploc

25 janeiro 2007

Momentos de Solidão e Prazer

Por um momento
a inspiração parecia
algo fadada à minha loucura...
Meus olhos insistem
em exibir sua figura fulgurante
no espaço vazio.

Seu cheiro, tenro e suave
inebria meus pensamentos mais loucos,
E meu corpo pede cada vez mais
sua presença tão morena, tã intensa.

Deito no chão e vejo
você, Rainha, absoluta em cima de mim,
Presença forte, quente e Cármica
turgindo meu talo com suas curvas.

Não quero acreditar
que tudo seja devaneio,
e começo a fazer amor com o nada
Mas você está em cima de mim...

Gemendo
Gritando
Querendo
Dançando...

Transloucadamente... gozando!

E gozo junto com você
lambuzo o nada com meu jorro,
sonhando tê-la mais um pouco
não apenas em sonho, e sim realidade.

19 janeiro 2007

Verborrágica

Perdi a conta
de quantas pessoas
passaram pela minha vida
e encheram meu saco.

Perdi a conta
das pessoas que figiram
tentar me amar,
e acabaram loucas.

Perdi a conta
de quantas pessoas
me perguntam "quem é você?"
sem a menor intenção real de saber
(Preferia um sincero "que rótulo a senhora deseja usar nesta bela ocasião?").

Não...

Infelizmente, não me refiro
apenas às superficialidades
burlescas da vida em sociedade.

Ou mesmo das tantas ocasiões
em que tive a vontade louca
de não estar neste mundo.

Há uma profusão
de solidões doentias,
alastrando-se entre nós feito a peste.

Solidões estas
que incomodam,
com uma presença tão pífia
que a vida expurga estes seres
de maneira gradativa...

Solidão de entendimento,
alimentada por quem fala,
mas não ouve,
e não entende a vida
e passa a falar cada vez mais
compulsivamente...

Para que o som da própria voz
finja exorcisar o silêncio maior,
de dentro da alma.

Solidão vazia,
semeada em olhares e sorrisos,
corretos,
cordatos,
adequados,
aromatizados artificialmente
e aprovados pelo FDA.

Solidão desesperada,
de quem se cerca
de toda compania possível,
tentando esquecer o que lhe habita,
nos mais íntimos recônditos da essência.

Um vazio tão grande
quanto a falta de consciência.

Solidão silenciosa,
dos que jamais darão voz
aos horrores que já testemunharam
(ou ainda testemunham).

O horror de saber que a própria vida
é realmente muito sem graça.

A minha é a de quem rasga rótulos
e, mesmo falando a lingua natal,
em sua terra natal,
quase nunca é entendida.

Pensando bem,
Por que preciso disso?
Tenho a verdade da alegria
de tentar várias vezes
buscar uma paz em mim.

Ando verborrágica demais
e com uma vontade imensa
de me utilizar do símbolo de não pertence!!!

Não pertenço aos desmaselos dos modernos
Não pertenço aos delírios dos malucos
Não pertenço aos tecnocrátas do Congresso
Não pertenço aos mandos e desmandos do passado.

Não pertenço!!!
Não
Pertenço...

NÃO!!!

{Parceria internética sem autorização prévia, mas com total liberdade de ações e palavras, de Marcus Pantoja e Jaqueline Brandão - Esse é nosso terceiro poema em parceria. Menina, pego seus comentários e faço poesia... kkkkkkkkkkkkkkkk...}

06 janeiro 2007

Era para ser romântico, mas não passa de pose.

De repente, o vazio
e todas as minhas certezas
com todas as cores
e profundidade de beleza,
simplesmente caíram por terra.

Reduzido à pó
em uma simples frase...
Como se fosse a pior criatura
acabei me resignando.

E aquela pessoa
que acreditava me amar
de tal forma intensa,
na verdade, queria dormir
e deixar qualquer tipo de intenção
de qualquer coisa para um outro dia.

A monotonia,
Essa se faz presente
e de uma forma heróica,
rotineira.

É... Realmente me esqueci
que o dia-a-dia
contas
e outras coisas
transfomam qualquer romance em cotidiano...

Cotidiano... "Todo dia ela faz tudo sempre igual..."
Chico já tinha alertado isso e pensei: "Blah, balela de poeta"...
Chico está certo.

Os problemas vêm, em avalanche
estão querendo me soterrar,
tentei chorar e só consegui
olhar pela janela o tempo nublado.

O tempo, aquele do relógio
gargalha na minha cara e diz:
"Está vendo? Eu tenho minha rotina
e ela seduz a qualquer um, seja homem ou mulher...
E vencê-la é foda!".

E admito que perdi,
deixa para lá...
"E hoje vivo tristonho, com resignação"

{Desabafo poético, baseado em Chico Buarque - Cotidiano e Fundo de Quintal - Resignação}

Postagem em Destaque

O AMOR ESTÁ ONDE VOCÊ ESTÁ (O POEMA CURTIDO)

Seria verdade... O amor está no ar? Para muitos está no bar Mas onde ele está? (Onde está???) Quero achar... dá pra comprar? Sei lá, não apr...