Certa vez, um Monge Beneditino estava passeando pela Zona Sul do Rio, mais precisamente, Arpoador. Ele estava admirando a paisagem, as pessoas e o pôr-do-sol que tanto encantava a todos. Nesse momento, ele resolveu subir as pedras do local, para ver mais de perto àquele espetáculo.
O religioso estava com seu hábito, mas mesmo assim não se intimidou e subiu. O policiamento ostensivo tranqüilizava aos visitantes do local, assim como o próprio monge. A visão do lugar era linda. Ele começou a escalada para a parte mais à frente, que pudesse ficar em segurança e olhar àquele espetáculo.
As pessoas o olhavam com espanto, jurando que ele pudesse estar usando alguma droga ou alucinógeno, pois não era normal um religioso estar naquele local, com aquela roupa naquele momento. "O que ele está fazendo lá?" Muitos olhavam com espanto e sarcasmo. "Esse aí fumou unzinho". Comentários de todo o tipo e jeito era feito do religioso, que só queria agradecer a Deus por estar vivo e poder ver aquele espetáculo.
O monge começou a orar e orar e orar e orar, com fé tamanha que as pessoas em volta dele também começou a orar e falar em línguas estranhas. Outras ficaram estupefatas. "Que espetáculo barato esse... vergonha". "Isso é pura demonstração de dominação de massa, como pode... olha lá.... vergonhoso e deprimente"; Assim que o Monge parou de orar, ele começou a rezar o Pai Nosso e pediu para quem pudesse o acompanha-lo o fizesse. E parecia uma onda. Um foi puxando uma parte e outro e outro e mais outro. No final, a praia toda rezava.
E no final da oração, ele disse: "Agradeço a Deus por esta maravilha aos meus olhos. Tenho a certeza que seus filhos compreendem a beleza de ter fé em Ti, Senhor. Obrigado por esta maravilha e por outras tantas que podemos observar, viver e sentir. Agradeço pelos irmãos que entenderam e compartilharam esse amor a Deus, por tudo que nos cerca. E até mesmo que não entendeu, por ter tentado ou não entender as maravilhas de Deus em nossa vida. Magnífico Deus de Bondade, que nos enviou Cristo para limpar os nossos pecados, obrigado por este amor"
O monge se levantou e foi caminhando para a Igreja, perto das pedras do Arpoador. E mesmo depois de tudo que acontecera, as pessoas agiram como nada tivesse acontecido. Ou será que não?
{Este conto não é real, é fictício. A unica coisa real é a fé}
Alô? Mandou uma idéia para você... Este espaço poético (ou não, dependendo do ponto de vista) visa apenas ao entretenimento e ao desabafo de um ser. Não encare tudo como verdade absoluta. O negócio é ser isso uma espécie de espelho. Tudo que for escrito neste site pode ser usado, modificado, distribuído livremente, enfim CREATIVE COMMONS (A unica coisa que peço é que cite a fonte e o autor). Um grande abraço.
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