Perdi a conta
de quantas pessoas
passaram pela minha vida
e encheram meu saco.
Perdi a conta
das pessoas que figiram
tentar me amar,
e acabaram loucas.
Perdi a conta
de quantas pessoas
me perguntam "quem é você?"
sem a menor intenção real de saber
(Preferia um sincero "que rótulo a senhora deseja usar nesta bela ocasião?").
Não...
Infelizmente, não me refiro
apenas às superficialidades
burlescas da vida em sociedade.
Ou mesmo das tantas ocasiões
em que tive a vontade louca
de não estar neste mundo.
Há uma profusão
de solidões doentias,
alastrando-se entre nós feito a peste.
Solidões estas
que incomodam,
com uma presença tão pífia
que a vida expurga estes seres
de maneira gradativa...
Solidão de entendimento,
alimentada por quem fala,
mas não ouve,
e não entende a vida
e passa a falar cada vez mais
compulsivamente...
Para que o som da própria voz
finja exorcisar o silêncio maior,
de dentro da alma.
Solidão vazia,
semeada em olhares e sorrisos,
corretos,
cordatos,
adequados,
aromatizados artificialmente
e aprovados pelo FDA.
Solidão desesperada,
de quem se cerca
de toda compania possível,
tentando esquecer o que lhe habita,
nos mais íntimos recônditos da essência.
Um vazio tão grande
quanto a falta de consciência.
Solidão silenciosa,
dos que jamais darão voz
aos horrores que já testemunharam
(ou ainda testemunham).
O horror de saber que a própria vida
é realmente muito sem graça.
A minha é a de quem rasga rótulos
e, mesmo falando a lingua natal,
em sua terra natal,
quase nunca é entendida.
Pensando bem,
Por que preciso disso?
Tenho a verdade da alegria
de tentar várias vezes
buscar uma paz em mim.
Ando verborrágica demais
e com uma vontade imensa
de me utilizar do símbolo de não pertence!!!
Não pertenço aos desmaselos dos modernos
Não pertenço aos delírios dos malucos
Não pertenço aos tecnocrátas do Congresso
Não pertenço aos mandos e desmandos do passado.
Não pertenço!!!
Não
Pertenço...
NÃO!!!
{Parceria internética sem autorização prévia, mas com total liberdade de ações e palavras, de Marcus Pantoja e Jaqueline Brandão - Esse é nosso terceiro poema em parceria. Menina, pego seus comentários e faço poesia... kkkkkkkkkkkkkkkk...}
Alô? Mandou uma idéia para você... Este espaço poético (ou não, dependendo do ponto de vista) visa apenas ao entretenimento e ao desabafo de um ser. Não encare tudo como verdade absoluta. O negócio é ser isso uma espécie de espelho. Tudo que for escrito neste site pode ser usado, modificado, distribuído livremente, enfim CREATIVE COMMONS (A unica coisa que peço é que cite a fonte e o autor). Um grande abraço.
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Soltando o verbo, quando o que há de melhor é servir de inpiração para completar pensamentos tortos, muitas vezes traduzidos em palavras!!!
ResponderExcluirVc não precisa de autorização! Sempre que precisar disponha... minhas palvras sempre soltas ao vento, espalhando-se como um hurro! grito de liberdade!
livre alma, transcede o infinito, buscando algo de velado e indescritivel!!!