Rádio Vibe Ploc

03 fevereiro 2010

E como quero acreditar...

Quero acreditar nas luzes da cidade
que insistem em se manter acordadas,
As pessoas vageam como zumbis
atrás de sonhos perdidos, em cantos escuros.

Quero acreditar no poema escarrado
da boca do poeta lá da Central
e as poucas pessoas que o ouviram
espero que tenham entendido o recado.

Quero pisar firme no chão e ver as estrelas
acreditando que todo sonho é possível,
Eu posso até não acreditar muito em sonhos
Mas o consigo comprar em qualquer padaria.

Quero com os meus versos trazer alegria
sei que tenho alergia ao tédio urbano
e por isso, quero registrar meu ódio subterrâneo
pela amiga de minha namorada, que me sacaneou...
(Filha da puta, mal-amada, recalcada!!!).

Quero agradecer, em forma de elegia
a vida que se apresenta tão caucária,
Se fosse fácil, não seria bela
Porque a luta, às vezes, pode ser injusta!

Quero ser insone coberto de razão
e de um cobertor paraíba em pleno verão
porque estarei queimando de febre
devido ao vento que peguei na ponte Rio-Niterói.

Quero dizer que o mais que me dói
é que amo muito a uma pessoa irresistível
e por mais incrível que seja
ela me quer bem...

Pobre dos pobres coitados
que não sabem sequer o que é amor,
faz parte acreditar na vida
mesmo que ela não acredite em você.

E na noite de lua cheia amar
amar
recitar versos
horar por horas
orar
comemorar pelados a Beltane
e celebrar a vida,
não importa como...

Deixar o sândalo queimar
a garrafa de vinho gelar
a lata de pêssego abrir
e num ato de amor
COME MORAR!!!

[Republicação de um poema feito, feito em Novembro de 2004]

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