Rádio Vibe Ploc

13 fevereiro 2011

Nem sempre, nem tudo

Nem tudo que reluz é ouro
como nem todo samba é de raiz,
E até o etério pode ser vindouro
Nem todo poema te faz feliz

Nem toda loucura é genial
como nem toda lucidez é velha,
Assim como não sou igual
Faço o que me der na telha.

Nem sempre escolho o certo
decerto aquilo que me satisfaz,
Nem toda pureza e de teor concreto
como nem sempre o que quero e paz.

Nem sempre se pode ser o queremos
Nem sempre gostamos do que temos,
Nem tudo que reluz e dourado
Nem todo monasterio sera apedrejado.

Quando o sol raiar, eu quero ver
O brilho do seu olhar, a alegria de viver,
Quero cantar com harmonia esse refrão
Eu quero paz e alegria no coração.

Vous ne pouvez pas toujours gagner
comment ni où je suis,
Vous ne pouvez pas toujours oublier
Un grand amour, une passion.

Nem sempre se usa a língua
de maneira correta ou vernacular,
Ela pode ser usada a míngua
como quem gosta fazer alguem se molhar.

Nem sempre a vitoria mais doce
pode ser compartilhada com muitos,
O que pode ser derrota para outros, açoite
Na verdade e liberdade com algum intuito.

Glorificar-se, como quem espera recompensa
Na verdade, e a forma mais sutil de fazer besteira,
Pretender que outrem seja complacente como se pensa
E como lançar-se vertiginosamente na fogueira.


Quando o sol raiar, eu quero ver
O brilho do seu olhar, a alegria de viver,
Quero cantar com harmonia esse refrão
Eu quero paz e alegria no coração.

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