Rádio Vibe Ploc

28 janeiro 2015

POEMA DOÍDO

Dizer que não, mas é mentira
Te ver ainda me dói,
Sangra a alma porque te amei
Só que até essa dor me fortalece.

Caí de joelhos com lágrimas nos olhos
e muito sangue jorrando no chão,
Consumi meu conceito pessoal
e sim, cinzas acabei me tornando.

Aos poucos, aquele bolo de lama
tornava-se uma estátua,
Dois jatos de água tentaram me destruir
Dois jatos de água secaram, pois fui defendido.

E a estátua começou a se tornar mais sólido
porém estátua,
A frívola imagem de um ser triste
Assim como a alvorada que amanhecia.

Agora retiro de mim o concreto
e aos poucos, reponho com carne e sangue,
Agora foi com adaga o ataque
Arrancou a péle, porém ainda fiquei de pé.

Hoje um caos me tornei
Carne, Osso, ódio, tristeza e ainda partes de concreto,
Lágrimas secaram, no horizonte o foco
A direção de um objetivo.

Não sei exatamente o que sinto por você
Mas a certeza é asco e náusea...
E aguardarei, silente
o tempo de NUNCA MAIS te ver.

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